11/09/2016

Aterrissando em Nova York e Primeiras Impressões Sobre os Estados Unidos

Fonte: Pinterest | Edição: Compra-se Um Fusca

O Início do Intercâmbio para os Estados Unidos

Acostumada com o bom e velho Aeroporto Salgado Filho (aeroporto de Porto Alegre em que tu consegue fazer um tour completo por ele em menos de 10 minutos) (e nem tão acostumada assim, por que eu só tinha viajado de avião uma única vez até então) (enfim). Acostumada com aquele humilde aeroporto, no dia 12 de julho de 2015 eu embarco em um avião em direção a Nova York. Eu estava feliz e animada, não queria nem pensar que eu iria ficar fora por um ano inteiro, pois se eu tivesse ficado pensando assim, com certeza não teria nem saído do Brasil. O avião decolou, aterrissou no Rio de Janeiro, encontrei mais umas meninas que estavam indo fazer o mesmo intercâmbio que eu. Todo mundo estava empolgado, mil sotaques diferentes e gargalhadas quando eu usei "cacetinho" me referindo a pão francês. Embarcamos, o avião decolou (duas lágrimas escorreram no meu rosto), instruções de segurança foram passadas, a janta foi servida, as luzes se apagaram e eu dormi. Adeus Brasil, olá Estados Unidos. 

Desembarcando em Nova York

Desembarquei em um lugar que eu acreditava ser Nova York inteira, mas era apenas o aeroporto. Se não tivesse o instrutor da escola me esperando no portão de desembarque, eu juro que eu estaria perdida por lá até hoje. Aquilo é surreal. Eu queria apenas uma cafeteria (que no aeroporto de Porto Alegre estaria no segundo andar e qualquer um poderia me dar essa informação). Lá eu precisava pegar um transporte do aeroporto para chegar em uma praça de alimentação. Desisti do lanche e entrei em uma van, rumo à escola de treinamento onde eu iria ficar por 4 dias. 

Chegando na escola encontrei mais algumas (muitas) brasileiras. Como se estivéssemos indo ao programa do Silvio Santos, nós andávamos em caravanas. Na hora de ir para o refeitório, era possível ver grupos de 2 ou 3 meninas interagindo, mas as brasileiras eram diferentes, nosso grupo era composto por umas 15 pessoas. Junta mesa daqui, pede cadeira lá, não pode deixar nenhuma brasileira de fora. 


A Comida nos Estados Unidos

Primeira refeição nos Estados Unidos: Wendy's. Pra quem não conhece, Wendy's é igual a um Mc Donald's ou Burger King, só que com um gosto muito mais saboroso (recomendo provar caso algum dia você viaje para o exterior). Chegando no balcão, me deparo com a maior refeição deles por apenas $12 (quando você recebe em dólar, não dá pra ficar convertendo pra reais, então $12 pra mim significava a mesma coisa que R$12,00). Claro que eu pedi o maior. Inocente, não sabia que o tamanho "grande" era, na verdade, ainda maior que o tamanho "gigante" do Brasil. Quando a atendente me alcançou aquele hambúrguer gigantesco, aquelas batatas fritas kilometricas e aquele copo de refri com capacidade para 2 litros, eu fiquei olhando para o lado e pensando: "nossa, quem será que vai comer tudo isso?". Até que eu percebi que o número na nota era o mesmo número do meu pedido. Então, fica a dica: nos Estados Unidos TUDO é gigante. Eles gostam de tudo que é grande de mais. Carros, talheres, guardanapos, casas, cachorros, tudo! E essa regra também vale para comida: quando vocês quiserem comer um lanche do tamanho do "big mc", por exemplo, sempre peçam o médio. Se a fome nem for muita, pegue o pequeno que você ainda vai sair bem satisfeito (a não ser que você seja uma daquelas pessoas que consegue comer um xis inteiro sem pedir para alguém te ajudar a terminar, aí talvez um hambúrguer americano grande seja uma boa opção pra você). 

A primeira coisa que tive certeza naquele país: eu iria engordar. O café da manhã mais parecia o pesadelo de uma nutricionista. Muita fritura, muita salsicha, muito bacon, muita nutella, donuts, baguels, carboidratos, gorduras e açúcar. Mas eita, que café bom. 

No meu terceiro dia na escola, fomos passear em Manhattan (condado principal de Nova York, onde foi gravado Gossip Girl, Friends e derivados). Cara, sem explicação. A única coisa que passava na minha cabeça era "eu estou em Nova York". Eu estava parecendo uma doida. Parada, com lágrimas nos olhos, olhando para aquelas luzes da Times Square. Foi um sentimento de vitória, onde eu percebi que sim: os sonhos se realizam. Os americanos de Manhattan são extremamente diferentes dos americanos de onde eu morei. Em Manhattan a vida não para. Tempo é dinheiro. Não caminhe devagar nas calçadas, não tranque o caminho de ninguém para ficar tirando fotos ou batendo papo. Os Nova Yorquinos não param, nem por um segundo.  

Fonte: Pinterest | Edição: Compra-se Um Fusca

Saindo de Manhattan e voltando para a escola de treinamento, me preparei para finalmente conhecer a minha família anfitriã e as crianças que eu futuramente iria cuidar.
Primeiras impressões deles: me trataram muito bem. As crianças eram queridas e educadas (parecia que tinham saído de um filme) e a mãe muito atenciosa. Conheci o meu pai anfitrião na mesma noite, me tratou bem também (porém com mais frieza). E as minhas primeiras impressões estavam quase corretas. Eles foram atenciosos comigo até o fim do intercâmbio. Claro que tive problemas algumas vezes, pois cuidava de 4 crianças. Mas não irei detalhar muito sobre isso aqui no blog para não expor a vida deles ou das crianças. Se alguém quiser ver fotos deles, corre lá no meu insta: @rafaelladamasio.

Primeiras impressões dos americanos e dos Estados Unidos:


  • É um lugar seguro. (Correta)
  • Tudo é extremamente barato. (Correta)
  • Nunca vou entender o Subway de Nova York (incorreta, parece impossível, mas é super fácil)
  • Não existem muitas pessoas negras (correta, pelo menos nas regiões onde eu vivi)
  • Tudo é grande (correta)
  • Americanos gostam de drama (correta; não é a toa que as novelas mexicanas fazem muito sucesso por lá)
  • Qualquer pessoa que faça um trabalho doméstico ou braçal (cortador de grama, gari) é estrangeiro. (Correta, geralmente da América central e da América do Sul) 

Se vocês tiverem alguma curiosidade que queiram saber, perguntas que queiram fazer (tanto sobre o que é o intercâmbio Au Pair, quanto sobre como é os EUA), não tenham medo de me escreverem em alguma das minhas redes sociais. 
Próximo post: Garota, eu vou pra Califórnia!
Até mais!
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6 comentários:

  1. EU AMO POSTS ASSIM!!!!!!!!! Estou aguardando os próximos posts :D
    Um beijo
    Sherry

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  2. Adorei! Sonho em conhecer Nova York! Um dia ainda vou, hehe. Aguardando próximos posts! Bjo!

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  3. Meu sonho conhecer outro país.

    http://www.blogsecretplace.com/

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  4. Que legal... me senti assim quando fiz intercâmbio em Londres, que por sinal se tornou o amor da minha vida hehehe *-* Quando vi o Big Ben só parei, respirei e deixei a lágrima cair... Que saudades :)

    Adorei o post, bjuxxx :*

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