13/04/2016

Resenha: A Ilha de Bowen


A Editora Biruta iniciou um Book Tour, e fui convidada pela Ísis do Trajeto Aleatório a participar dessa aventura! O livro chegou aqui em casa faz um tempinho, mas infelizmente a correria do dia a dia atrasou minha leitura, porém finalmente o terminei de ler e cá está a resenha que preparei para vocês!

Acho que nunca havia lido um livro em que um personagem morre logo na introdução. E foi exatamente isso que aconteceu à Jeremiah Perkins. Ele era um tripulante do Britannia, e foi assassinado logo de cara no comecinho do livro. Mas antes disso Jeremiah realizou mais um ato, ele enviou um pacote com um conteúdo que ele desconhecia com destino a Inglaterra. 

Por volta de 1920, somos apresentados a Samuel Durango, que é um fotografo e havia mudado-se para Madri a cerca de 5 semanas, o jovem encontrou no jornal um anúncio de uma instituição cientifica denominada SIGMA (Sociedade de Pesquisas Geográficas, Meteorológicas e Astronômicas). O anúncio era um tanto peculiar, dentre os requezitos para o trabalho estavam "frieza e coragem ante o perigo", isso foi o suficiente para chamar a atenção de Samuel fazendo com que o mesmo enviasse o currículo para a empresa. Pouco tempo depois Samuel foi convidado para uma entrevista na sede da SIGMA com o professor Zarco. Pouco antes de encontrar com o professor, Samuel acaba por conhecer Sarah, uma assistente de Zarco. Sarah explica a ele sobre como será o trabalho e o que ele terá de fazer. Fala também sobre a remuneração do rapaz, disse-lhe que será bem pago, mas avisou-lhe que após conversar com o professor, a quantia em dinheiro já não lhe seria tão importante. 


Zarco demonstra ser alguém sem escrúpulos, louco, machista e muito autoritário mas também um homem de caráter. Samuel após a entrevista com ele, foi contratado e passou a ser o novo fotografo da SIGMA. Eles já tinham um expedição marcada, iriam para Venezuela para explorarem os tepuis da Grande Savana. 
Antes mesmo de Samuel oficializar a contratação surge um imprevisto quanto ao destino deles. Duas mulheres chegam a sede da SIGMA para falarem com o professor Zarco. Tratava-se de Elizabeth Faraday e sua filha Katherine. Elas viajaram da Inglaterra até Madrid para explicar ao professor o motivo de sua ida à cidade.

Então no meio de tudo isso entra John Foggart, ele é arqueólogo e durante um de seus trabalhos achou fundações de uma igreja bem antiga, pré-românica e após um maior estudo e avaliação do local encontraram uma cripta com o sepulcro de São Bowen e junto da cripta estavam alguns fragmentos de metais. Após o estudo e testes sobre esses fragmentos John comunicou que iria em uma expedição, mas não disse o destino tampouco a causa de sair de forma repentina e disse que caso ele desaparecesse, deveriam procurar Zarco. Então, foi exatamente isso que fizerem, e  Zarco ouviu toda a história, mas não se sentiu comovido e não achou nenhum motivo para ir a procura de John até que ele descobriu que um dos metais achados na cripta era titânio, titânio 100% puro. - O que era impossível em 1920, época em que se passa a história. Após a descoberta, a viagem à Venezuela se torna algo do passado, agora Zarco e seus companheiros estão indo ao barco Saint Michel com destino a Cripta de São Bowen para tentarem entender todas as descobertas que John fez, quem era São Bowen e qual o paradeiro de John.


César Mallorquí tem o verdadeiro dom da escrita, conseguiu fazer com que cada parte da história tivesse um vínculo, com que cada personagem tivesse sua importância em momento X da trama. O livro se passa em 1920 e a data foi um dos aspectos que tornaram A Ilha de Bowen um livro tão fascinante, já que sou muito apaixonada por essa época! 


Espero que tenham gostado dessa super dica e também do projeto Book Tour, que você pode acompanhar por essa page aqui. E se lerem o livro não esqueçam de me contar se gostaram! Beijão e até mais, gente!  

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