26/10/2013

Sobre clichês e meu amor


O amor é tão patético. Mas tudo que sai dele, eu acho lindo. Meus textos só são textos, se forem românticos. Mesmo que eu viva menosprezando o amor. Só sou alguém se estiver amando. Quando não estou, sou esse ser sem graça, sem sorriso, sem qualquer emoção ou aspiração pra drama mexicana. 
Ah, drama, como eu amo o drama. Amo aquelas descobertas bombásticas e aqueles momentos épicos da novela da minha vida em que eu digo “vá embora, Luis Gustavo” e o garoto diz “Mas eu te amo, Maria Amélia”. Eu sei que é completamente clichê, mas eu gosto disso. Eu constantemente tento trazer o clichê para minha vida, nessa forma de textos e de abraços que eu posso ter dele. Eu não consigo simplesmente ignorar o clichê, e não chorar vendo "Um amor para recordar". A questão nem sequer é o fato da personagem morrer, mas sim a intensidade do amor sentido. Esse é o clichê que eu gosto, o clichê da intensidade das coisas. Quanto mais intenso for, mas eu vou gostar e vou sempre querer mais. Quanto mais intenso for o beijo, mais vezes vou apertar replay. Se eu estiver no cinema, quando chegar em casa procuro a cena do beijo no youtube e lá olho incessantemente aquela baboseira melosa até escorrer uma lágrima do canto do olho e cansar o dedo no mouse. Nessa parte, entra ele. Ah, ele.
É tudo tão lindo nele. Já disse isso? Vê-lo me faz ter vontade de escrever um poema só pra que o momento que nossos olhos se cruzam ― tão único ― fique eternizado. Eu poeta, ele poesia. E com ele, eu fiz as coisas mais clichês que pude: jantar à luz de velas, filme romântico com pipoca em dia de chuva, passeio de inverno na serra, roupas iguais, cartinhas e buquês de rosas. Mas sabe, esse nosso clichê é diferente do clichê dos filmes e das novelas. Ele é real. Posso tocar, e sentir perto.
Eu ficava zoando ele pela risada que parecia uma tosse e agora me pego, sem querer, rindo igual. Comecei também a falar essas gírias bestonas sem perceber, estalar os dedos constantemente, escutar suas músicas estranhas e perceber o som que o contrabaixo faz, como ele me ensinou. Me vi pegando todas as suas manias e notei que tem tanto de dele aqui, que nem chego mais a ser eu mesma, sou um pouco de dele, um pouco de nós, um pouco de tudo que nos cerca.

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6 comentários:

  1. Amei seu blog ! Já até curti a fan page *--*
    vem conhecer e seguir meu blog?http://espacoteencomanaliasantos.blogspot.com.br/
    Aguardo sua visita!

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    1. Obrigada Ana, com certeza vou visitar! Beijão flor!!

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  2. Awwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn, que coisa linda. *-*

    http://beggar-fashion.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada pelo carinho Hannah! (mds que nome lindo)
      Beijão!!

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  3. Que lindo! o amor faz exatamente isso com a gente. quanto mais clichê, mais lindo hahaha

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    1. Bem assim, a gente diz que não gosta mas no fundo o clichê é a gente mesmo! Obrigada pela visita Taís, beijão!

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